Quase um mês sem disputar partidas oficiais, o Cruzeiro do técnico Leonardo Jardim tem ganhado forma taticamente. Em entrevista nessa terça-feira (18) ao ‘Charla Podcast’, o meio-campista Matheus Henrique revelou qual formação o comandante português tem adotado nos últimos jogos-treino. “No jogo contra o América, ele havia chegado tinha pouco tempo. Manteve algo que estava basicamente mais fresco na nossa mente. Mas ele está praticando… Não sei nem se posso falar isso aqui, mas é um 4-4-2 com variações. Um camisa 10 e um centralizado. Ou com dois pontas, duas linhas de quatro e dois por dentro (como atacantes)”, disse.
“É um cara que tem variações. Nos jogos e treinos que a gente fez, não dá para saber (o time titular), porque ele mescla muito. Mas ele gosta de um (camisa) nove. Como o Jardim define rápido (as jogadas), ele sempre pede três, quatro jogadores dentro da área”, contou Matheus Henrique.
Cruzeiro 3 x 2 Pouso Alegre: fotos do jogo-treino na Toca da Raposa II X Rodriguinho, Matheus Pereira e Lucas Silva marcaram os gols do Cruzeiro na vitória por 3 a 2.
O Cruzeiro realizou quatro jogos-treino até então, o que oportunizou Leonardo Jardim a fazer testes no time. O português chegou a atuar com uma dupla de atacantes, com Kaio Jorge e Gabigol centralizados. Outra alternativa foi a entrada do armador Matheus Pereira atrás do camisa 9, mantendo o 4-4-2 usual. Na defesa, o técnico utilizou a tradicional linha de quatro, com dois zagueiros e dois laterais. A ‘surpresa’ ficou para o argentino Lucas Villalba, que tem sido testado como lateral-esquerdo. Apesar das mudanças, algo que Jardim não abdica é o estilo intenso e agudo de atacar.
A gente já está muito mais dentro da ideia dele. Tanto que fizemos o jogo-treino contra o Botafogo, e ele elogiou: ‘Não vai ser da noite para o dia. É uma construção, vocês pegarem ideias, trabalharem’. Uma coisa que ele cobra muito é estarem todos no mesmo nível. Jogo quarta e domingo. ‘Quero todo mundo preparado’”, disse Matheus Henrique.
“A filosofia dele é definição de jogada rápida. Quando tiver opção, ferir o adversário. Ele pede bastante. Para mim, ele falou: ‘Chegar perto do gol, sem posse. Você tem (bom) chute, então, chuta’. Intensidade ele cobra muito. Isso é uma coisa legal. Ele fala: ‘Quarta e domingo, muita coisa acontece’. E ele fala sobre elenco”, finalizou.
Quando chegou ao clube, em fevereiro, Jardim tomou conhecimento de atletas que não viviam plenitude física, ou seja, apresentavam desequilíbrio e precisavam de retomar uma condição melhor. Muito por isso, o elenco cruzeirense passou a semana após a eliminação no Mineiro fazendo trabalhos para aperfeiçoamento físicos.



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