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13/2/2025 20:44

Cruzeiro envolvido em possível lavagem de dinheiro em negociação de jogador

Cruzeiro envolvido em possível lavagem de dinheiro em negociação de jogador

Bandeira do Cruzeiro Foto: Divulgação/Cruzeiro O Cruzeiro teria lavado R$ 3 milhões do Primeiro Comando da Capital (PCC) na compra do atacante Diogo Vitor no início de 2021. As informações foram publicadas pela Revista Piauí e baseadas em investigações da Polícia Federal. Receba as principais notícias direto no WhatsApp! Inscreva-se no canal do Terra De acordo com a publicação, a F1rst Agência de Viagens e Turismo, do empresário William Barile Agati --responsável pelo agenciamento da carreira do atleta--, teria transferido, em parcelas, R$ 3 milhões ao clube de Belo Horizonte.

Bandeira do Cruzeiro
Crédito da imagem: Divulgação/Cruzeiro

Após três dias da última transação, porém, o Cruzeiro começou a ‘devolver’ parte do dinheiro ao empresário, mas desta vez para a conta pessoal e para a Burj Motors, outro negócio dele. O valor ‘devolvido’ foi de R$ 1,58 milhão. O negócio teria causado estranheza ao Ministério Público Federal, que entendeu as ações como uma maneira de Agati lavar a parcela do dinheiro que acumulou com o comércio de cocaína. Além dos valores recebidos, o empresário teria ficado com um crédito de R$ 1,5 milhão para transações futuras.

Segundo a revista, o MPF contabiliza que, entre 2019 e 2021, Agati traficou cerca de duas toneladas de cocaína para a região sul da Espanha. O produto teria sido levado para a Europa tanto por navio quanto por jatinho. Apesar de o empresário não ser formalmente filiado ao PCC, a publicação o aponta como uma espécie de ‘broker’, ou seja, intermediário da facção.

Presidente do Cruzeiro em 2021, Sérgio Santos Rodrigues falou à publicação que Diogo Vitor foi cedido gratuitamente ao clube, e que os valores se referem a um empréstimo feito pelo empresário ao clube, sem qualquer relação com o jogador. “Não houve compra de passe [do atacante], não. Foi pedido uma oportunidade [dada] para o Diogo tentar voltar a jogar”, explicou.

Com Agati preso desde o fim de janeiro no âmbito de operação contra tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, o advogado Eduardo Maurício afirmou inocência do cliente e o definiu como “um empresário idôneo e legítimo, primário e de bons antecedentes, pai de família, que atua em diversos ramos de negócios lícitos, nacionais e internacionais, sempre com ética e seguindo as leis vigentes e os bons costumes”. O Terra tenta conta com o Cruzeiro e com o atacante Diogo Vitor. Em caso de manifestação, a reportagem será atualizada.

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