Foram poucos dias de pré-temporada, com um time ainda se entendendo e buscando o melhor encaixe. Não se esperava um Cruzeiro voando, mas uma melhora foi mostrada no clássico com o Atlético-MG em que teve as chances mais claras, com até oportunidade de sair vencedor.
No fim das contas, o Cruzeiro termina a passagem nos Estados Unidos sem vitória, mas o resultado era talvez o menos buscado, dentro do objetivo de começar a criar uma identidade de grupo, buscar aproximar atletas e aprimorar o entendimento quanto ao trabalho de Fernando Diniz.
Num clássico em que teve maior presença do seu torcedor no estádio do Orlando City e bastante disputado (46 faltas), o Cruzeiro mostrou um futebol mais solto e com mais chances para marcar, principalmente a partir do fim do primeiro tempo e todo o segundo. Poderia ter balançado as redes de Everson, que teve boas intervenções.
Gabigol teve duas chances para marcar, inclusive uma na cara do goleiro. O atacante recebeu mais bolas e conseguiu sair mais da marcação. Teve bons momentos juntos de Matheus Pereira e Dudu durante a partida. Na primeira etapa, o camisa 10 do Cruzeiro ainda levou perigo em chute cruzado. No segundo tempo, a Raposa teve chance em cabeceio com Eduardo, um arremate de Tevis, que quase entrou, e, no rebote, chute de fora de Lucas Silva. Chances que poderiam ter terminado em gol.
- A gente evoluiu em relação ao jogo do São Paulo. Acertamos praticamente todas as subidas de pressão, na marcação mais alta, e não oferecemos praticamente nada ao Atlético. Tivemos um volume grande de ataque, pelos dois lados e com chutes de fora da área – avaliou o técnico Fernando Diniz.
De maneira geral, a defesa também trabalhou melhor, tendo mais segurança e com menos erros. O meio-campo foi o grande destaque, com boas atuações de Romero, Eduardo e Matheus Henrique. E, no segundo tempo, com a entrada de Christian. Fagner também fez outro bom jogo na lateral direita. O Cruzeiro queria a vitória no clássico, como foi dito na prévia, mas o triunfo não veio. O time terá ainda muito trabalho pela frente, em meio aos jogos do Mineiro, para buscar o melhor acerto e compreensão do trabalho de Fernando Diniz. É preciso dar tempo, mas a equipe tem peças e potencial para ter uma boa temporada.



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