Apresentado pelo Cruzeiro neste domingo (12), o zagueiro Fabrício Bruno dedicou boa parte da entrevista coletiva para falar de seu ex-clube, o Flamengo. Vendido pelo Rubro-Negro à Raposa por R$ 44 milhões, o defensor negou que tenha saído do Fla por conta de desavenças com o técnico do Fla, Filipe Luís. Dessa forma, o defensor afirmou que tem boa relação com Filipe e que não é jogador de "mandar letrinha". "O Filipe Luís é um irmão que tenho no futebol. Foi um dos melhores que me recebeu (no Flamengo). Ele sempre me admirou muito para estar no Flamengo. Foi um cara que sempre respeitei. Mas sei separar as coisas. Lado treinador e lado como pessoa. É uma ótima pessoa, excelente treinador. Mas tinha que ter essa conversa a partir do momento que não tem posicionamento de ninguém. Tive sim conversa com ele, de forma transparente e honesta. Ele falou que tinha coisas que não se encaixam no perfil, o que poderia melhorar. E tudo bem. Escolha do treinador. Nunca fui o cara de contaminar o grupo. Sempre fui um cara sincero e honesto. Melhor ser sincero e não dar letrinha", comentou Fabrício Bruno.
O zagueiro, então, explicou o que o motivou a se transferir. De acordo com Fabrício Bruno, ele tinha uma dívida com o Cruzeiro. Vale lembrar que ele foi revelado pelo time mineiro e era titular na temporada de 2019, marcada eternamente pelo rebaixamento celeste. "Se eu não saísse (do Cruzeiro), talvez não teria acontecido o que me tornei. Me deu uma base sólida. Mas a partir do meu momento, no momento que sentisse desconfortável, tenho que me entregar ao futebol, tenho que voltar ao radar de Seleção. Fui com a seleção com o Matheus Pereira, com o William. Talvez vão achar que corri do desafio de brigar por posição no Flamengo. Mas não é correr. Tive inúmeras ligações com o Pedrinho, Alexandre Mattos. Foi um processo doloroso para mim. Minha esposa cobrar que eu tava de férias. Estou preocupado com a minha carreira, minha esposa, meu filho de três anos, minha filha de dois meses", comentou Fabrício Bruno.
"O Cruzeiro, para mim, sempre foi especial. Conheço o clube como poucos. Chego aos 13 anos, sei muito bem o que é o clube. Chorei como menino quando perdeu a Libertadores (em 2009). O Dudu, nesse período todo, talvez falei mais com ele e o Gabi do que com minha esposa. São caras vencedores. E querem ter vencedores do lado. Dudu me ligava, falava pra vir. Falei que precisava estar com esses caras. São caras assim. Já tinha falado com o Gabi, falei que ele estava indo para um clube fantástico. Disse que seria muito bem recebido", concluiu. Siga nosso conteúdo nas redes sociais: Bluesky, Threads, Twitter, Instagram e Facebook.



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