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24/8/2022 13:29

Paulo Pezzolano é punido pelo STJD com três jogos de suspensão

Paulo Pezzolano é punido pelo STJD com três jogos de suspensão
Pezzolano terá mais dois jogos de suspensão para cumprir — Foto: Fernando Moreno/AGIF

Julgado em dois casos, o técnico Paulo Pezzolano foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, nesta quarta-feira, em sessão da Terceira Turma. O treinador pegou uma partida de suspensão pela expulsão contra o Fluminense, no segundo jogo das oitavas de final da Copa do Brasil, e mais dois jogos pelo vermelho contra o CSA, em jogo válido pela Série B.



No total foram três jogos, sendo que um já foi cumprido contra o Bahia, pela Série B do Brasileiro. Assim, são mais duas partidas de suspensão.

O clube mineiro ainda pode recorrer. Ainda no julgamento da partida do Fluminense, o Cruzeiro foi absolvido pela briga entre torcedores dos clubes no Mineirão e também pelo arremesso de objetos ao goleiro Fábio.

Denunciado pela expulsão na partida contra o Fluminense (pela Copa do Brasil), o treinador uruguaio foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que diz sobre "assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva".

Pezzolano ficou inconformado com a não marcação de um toque de mão do zagueiro Manoel, do time carioca. Depois de tomar um cartão amarelo por reclamação, e na sequência um vermelho, o comandante invadiu o campo e teve que ser contido pela equipe de arbitragem e por membros da comissão técnica.


Segundo o árbitro da partida, Raphael Claus, o treinador teria dito que ele estaria "roubando" para o Fluminense. Claus citou que Pezzolano já havia sido advertido aos 36 minutos de primeiro tempo. Entretanto, segundo o árbitro, ele continuou "gesticulando de forma acintosa contra as decisões da arbitragem".

Defesa do Cruzeiro
Sobre o arremesso de objeto em direção ao goleiro Fábio, o advogado do Cruzeiro, Michel Assef, questionou se o objeto foi arremessado no gramado. O responsável pela defesa ainda questionou qual foi a ofensa de Paulo Pezzolano, narrada pela Procuradoria na denúncia. Pediu a absolvição do treinador.

Em relação à desordem, o auditor Cláudio Diniz decidiu absolver o Cruzeiro pela briga entre as torcidas. Sobre o arremesso de objetos, pediu a condenação do clube em R$ 10 mil. Pela expulsão de Pezzolano, votou em pena de suspensão de duas partidas.

O auditor Erich Chiarello votou por condenar os clubes em R$ 10 mil pela briga entre os torcedores. Mais R$ 5 mil pelo arremesso de copo e, quanto a Paulo Pezzolano, por uma partida e mais multa de R$ 400.

O auditor Bruno Tavares, por sua vez, acompanhou o voto de Cláudio Diniz, absolvendo os clubes e quanto ao arremesso de objetos, discordando apenas da aplicação da multa em R$ 5 mil. Em relação a Pezzolano, o auditor considerou as falas de Pezzolano como graves, mas decidiu por absolver o treinador, apontando que os argumentos da defesa são válidos.

Luís Felipe Procópio considerou o detalhamento da Procuradoria do STJD como "preguiçosa", mas decidiu condenar Cruzeiro e Fluminense em R$ 10 mil cada um pela briga entre os torcedores. Decidiu absolver pelo arremesso de objetos e punir por Pezzolano por um jogo de suspensão.

Denúncia contra o CSA
Pela infração cometida no jogo contra o CSA, ele foi incurso no artigo 243-F, que fala sobre "ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto". Os auditores consideraram que não houve ofensa de Pezzolano, mas sim desrespeito. Assim, aplicaram a pena.

Ainda no primeiro tempo do empate por 1 a 1, o treinador se irritou com uma falta comida sobre Rômulo e gesticulou para reclamar. O árbitro deu cartão amarelo, mostrando o vermelho na sequência. Depois de ser expulso, ele ainda puxou o árbitro Flávio Rodrigues de Souza pelo colarinho da camisa (assista no vídeo acima), sendo contido pelo auxiliar Martín Varini. A situação foi relatada em súmula.

No julgamento, a defesa do Cruzeiro afirmou que jamais houve, do treinador, ofensa à honra da arbitragem, mas que era merecida a pena ao técnico uruguaio. Paulo Pezzolano foi ouvido pelos auditores. Ele se defendeu na sessão.

- Na verdade, nunca quis ofender o árbitro. Não foi o que falei 100%, mas foi o que ele escreveu. As vezes, por ser tão sanguíneo, falamos algo. Mas quero pedir desculpas, também cometemos árbitro. Não gosto de ofender. Ofender, não. Mas quero pedir desculpas por passar por isso. Me dá vergonha.

O treinador foi questionado sobre o que teria dito ao árbitro. Pezzolano disse que não se lembrava, mas que nunca teria o chamado para brigar.



- Não lembro bem. Ele falou que eu o convidei para brigar com ele. Mas não foi. Com as palavras, falar tão fácil o português. Não consigo falar fácil. Tento falar português para o que eu quero, mas não tenho essa facilidade. E nada mais. Não lembro o que falei, mas brigar fora, estaria louco de chamar um árbitro para isso.

Na decisão, por maioria, foi decidido que o treinador deveria ser punido com duas partidas, com o entendimento de que não houve ofensa à arbitragem, mas desrespeito. Apenas o auditor presidente, Luis Felipe Procópio de Carvalho, votou por uma pena de três partidas.

2082 visitas - Fonte: globoesporte




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