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15/7/2016 12:35

Jairzinho se emociona em reencontro com Cruzeiro e Dirceu Lopes

Campeão da Libertadores, em 1976, pela Raposa, Furacão da Copa de 1970 recebe homenagem do clube celeste em comemoração aos 50 anos da conquista continental

Jairzinho se emociona em reencontro com Cruzeiro e Dirceu Lopes
Jairzinho recebe placa e camisa personalizada do Cruzeiro (Foto: Maurício Paulucci)


Os mesmos pés que encantaram o Brasil e o mundo na década de 1970, pisaram tímidos na Toca da Raposa, na manhã desta sexta-feira. Passos lentos hoje, mas devastadores no passado. Um tsunami da história do Cruzeiro visitou o centro de treinamento do time celeste - inaugurado há 14 anos - pela primeira vez. E se emocionou.

Jairzinho, campeão da Libertadores de 1976, foi convidado pelo clube para receber uma homenagem em comemoração aos 50 anos do título continental. O ex-jogador, hoje treinador, não conteve a emoção ao pisar no gramado da Toca e assistir um pouco do treino comandado por Paulo Bento.

- Aqui é a minha casa. Me emociono não só por ter dado alegrias ao torcedor do Cruzeiro, mas por ter dado alegrias ao Brasil e ao mundo todo.

Ainda no gramado, reencontrou outro ídolo do Cruzeiro, Dirceu Lopes. O abraço demorado encheu os olhos dos dois craques de lágrimas. Durante alguns minutos, ambos relembraram alguns casos engraçados da época em que jogavam, além de trocarem elogios.

Ao lado de Dirceu Lopes, Jairzinho recebeu uma placa comemorativa em agradecimento aos serviços prestados ao Cruzeiro. Ele também recebeu, das mãos do diretor de marketing Robson Pires, uma camisa atual personalizada, com a 7, número que eternizou na Copa do Mundo do México, em 1970, quando ganhou o apelido de Furacão da Copa.

Perda de um amigo
Durante a campanha da primeira conquista da Libertadores, em 1976, o meia Roberto Batata faleceu em um acidente de carro. Jairzinho se emociona ao lembrar da perda do amigo, que era cotado, na época para a seleção brasileira.

- Eu choro até hoje. O Roberto só falava do filhinho mais novo, nós jogamos contra o Alianza Lima pela manhã, viajamos a tarde e chegamos de madrugada no Rio de Janeiro. Eu pedi para o Dirceu, para o Nelinho, para eles não deixarem ele pegar o carro. Ele foi, pegou o carro, teve o acidente fatal. Isso machucou todos nós, eu principalmente. Até porque eu dava muita força para ele. Ele estava cotado para servir a seleção brasileiro. Todos nos ficamos sensibilizados.



Jairzinho e Dirceu Lopes se emocionaram em encontro na Toca da Raposa II (Foto: Maurício Paulucci)

3390 visitas - Fonte: Globo esporte




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