6/6/2016 11:09
Com apoio de Atlético e Cruzeiro, deputado vai apresentar denúncia contra a Minas Arena
Gestão da administradora do Mineirão é questionada por clubes e parlamentares
Minas Arena cobra do Cruzeiro R$ 9,1 milhões referentes à taxa de manutenção do estádio
O futuro do Mineirão está em jogo. Nesta segunda-feira, o deputado Iran Barbosa (PMDB) vai apresentar uma denúncia em reunião no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pedindo o fim da parceira entre o estado e a Minas Arena, concessionária que administra o Gigante da Pampulha.
Segundo a assessoria de imprensa do deputado, Atlético e Cruzeiro estarão presentes no encontro e também pedirão a saída da gestora do Mineirão. A reportagem não conseguiu contato com os clubes. A Minas Arena ainda não se posicionou publicamente sobre a denúncia.
Ainda de acordo com informações repassadas pelo deputado Iran Barbosa, o Ministério Público já está investigando a administração do Mineirão a pedido do parlamentar. Barbosa fez um trabalho de investigação da gestão da concessionária e constatou uma série de irregularidades. Ele formulou sua denúncia com base em documentos oficiais de caráter público, borderôs de jogos e balancetes.
Um dos questionamentos à Minas Arena está o lucro com o estádio. A gestora fechou no azul com cerca de R$ 55 milhões em 2013 e 2014. Esse ganho, contudo, não foi repartido com o estado, que teria direito a metade desse valor, segundo contrato da parceria.
O governo do estado, aliás, já cortou cerca de R$ 2,9 milhões mensais nos repasses devido à má gestão. A informação foi divulgada pela Revista Época.
A queda nos valores é referente ao contrato entre estádio e empreiteiras, que regulamenta a forma de pagamento da reforma do estádio. As obras custaram R$ 667 milhões, valor parcelado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). Dois valores são pagos mensalmente: um fixo (parcela limitada) e um variável (parcela complementar), que depende dos fatores qualidade dos serviços prestados (IQ), disponibilidade (IDI), conformidade a normas, certificados e licenças (IC) e, finalmente, financeiro (IF).
A Minas Arena é formada pelas empreiteiras HAP, Egesa e Construcap.
Os cortes de repasse têm sido feitos justamente por conta do mau desempenho no índice financeiro, que é calculado pela subtração das receitas em relação a despesas, sem considerar os repasses de verba pública. A Minas Arena apresentou prejuízo em 39 de 40 meses desde que o estádio foi reinaugurado, em janeiro de 2013. A conta só ficou positiva em novembro de 2014, mês em que Cruzeiro e Atlético se enfrentaram no Mineirão pela final da Copa do Brasil.
Caso os repasses do governo sigam em baixa, as empreiteiras deixarão de receber R$26,4 milhões até o fim do ano. Outro fator que agrava a situação da Minas Arena é a disputa judicial com o Cruzeiro, que tenta rescindir contrato com a administradora.
O futuro do Mineirão está em jogo. Nesta segunda-feira, o deputado Iran Barbosa (PMDB) vai apresentar uma denúncia em reunião no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pedindo o fim da parceira entre o estado e a Minas Arena, concessionária que administra o Gigante da Pampulha.
Segundo a assessoria de imprensa do deputado, Atlético e Cruzeiro estarão presentes no encontro e também pedirão a saída da gestora do Mineirão. A reportagem não conseguiu contato com os clubes. A Minas Arena ainda não se posicionou publicamente sobre a denúncia.
Ainda de acordo com informações repassadas pelo deputado Iran Barbosa, o Ministério Público já está investigando a administração do Mineirão a pedido do parlamentar. Barbosa fez um trabalho de investigação da gestão da concessionária e constatou uma série de irregularidades. Ele formulou sua denúncia com base em documentos oficiais de caráter público, borderôs de jogos e balancetes.
Um dos questionamentos à Minas Arena está o lucro com o estádio. A gestora fechou no azul com cerca de R$ 55 milhões em 2013 e 2014. Esse ganho, contudo, não foi repartido com o estado, que teria direito a metade desse valor, segundo contrato da parceria.
O governo do estado, aliás, já cortou cerca de R$ 2,9 milhões mensais nos repasses devido à má gestão. A informação foi divulgada pela Revista Época.
A queda nos valores é referente ao contrato entre estádio e empreiteiras, que regulamenta a forma de pagamento da reforma do estádio. As obras custaram R$ 667 milhões, valor parcelado por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). Dois valores são pagos mensalmente: um fixo (parcela limitada) e um variável (parcela complementar), que depende dos fatores qualidade dos serviços prestados (IQ), disponibilidade (IDI), conformidade a normas, certificados e licenças (IC) e, finalmente, financeiro (IF).
A Minas Arena é formada pelas empreiteiras HAP, Egesa e Construcap.
Os cortes de repasse têm sido feitos justamente por conta do mau desempenho no índice financeiro, que é calculado pela subtração das receitas em relação a despesas, sem considerar os repasses de verba pública. A Minas Arena apresentou prejuízo em 39 de 40 meses desde que o estádio foi reinaugurado, em janeiro de 2013. A conta só ficou positiva em novembro de 2014, mês em que Cruzeiro e Atlético se enfrentaram no Mineirão pela final da Copa do Brasil.
Caso os repasses do governo sigam em baixa, as empreiteiras deixarão de receber R$26,4 milhões até o fim do ano. Outro fator que agrava a situação da Minas Arena é a disputa judicial com o Cruzeiro, que tenta rescindir contrato com a administradora.
2250 visitas - Fonte: Cruzeiro
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