23/9/2026 17:28
Com oito gringos no elenco, Cruzeiro apoia plano da CBF e Bruno Spindel explica voto
Bruno Spindel explica voto do Cruzeiro a favor da redução de estrangeiros na Série A e alerta para impacto danoso de restrições abruptas às bets no futebol.
O voto favorável do Cruzeiro à redução no limite de estrangeiros no futebol brasileiro não foi um movimento impensado. Mesmo abrigando hoje oito atletas de fora do país em seu elenco principal, a cúpula celeste entende que o corte escalonado — de nove para cinco vagas até 2030 — é o empurrão que faltava para blindar o espaço das revelações da Toca da Raposa e fortalecer o ativo esportivo do clube.
Presente na reunião com a cúpula da CBF, o diretor de futebol Bruno Spindel reforçou que o modelo em etapas desenhado pela confederação impede traumas contratuais e resguarda o planejamento orçamentário dos clubes. Para o executivo, o encolhimento das vagas gringas só terá eficácia plena se vier acompanhado de outras reformas urgentes de mercado.
— Um processo organizado ao longo do tempo para que os clubes possam não ter um impacto financeiro até se organizarem. Tomando as medidas certas sobre atitudes que precisam vir em conjunto com essa mudança dos estrangeiros, a gente pode ter mais minutos para jovens brasileiros — pontuou o dirigente, frisando que a integração com a base precisa ser uma política esportiva de fato.
Entre as medidas paralelas cobradas por Spindel nos bastidores está a flexibilização nas transferências domésticas dentro da própria Série A. Hoje, o jogador que atua em 13 partidas fica impedido de defender outra equipe na mesma edição do torneio. A pauta volta à mesa de debates no próximo encontro entre os clubes e a CBF, com estudos técnicos para ampliar a margem de manobra dos gestores caso a cota de forasteiros seja de fato reduzida.
O apetite do Cruzeiro em abrir caminho aos jovens tem lastro nas finanças. Apenas nesta temporada, o clube mineiro colocou mais de R$ 100 milhões nos cofres com as transferências de Kaiki e Kauã Prates, crias formadas em casa. A safra conta ainda com o goleiro Otávio, convocado por Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira, mesclado a reforços promissores adquiridos no mercado, como o zagueiro Jonathan Jesus e o atacante Keny Arroyo.
Por outro lado, Spindel adotou um tom de cautela extrema ao avaliar a Medida Provisória que mira restrições drásticas às casas de apostas no Brasil. Com o patrocínio máster da camisa estampado por uma bet, a Raposa uniu forças a outros gigantes nacionais para frear qualquer canetada repentina que desestabilize o fluxo financeiro do setor.
— O Cruzeiro já se posicionou junto com outros clubes. São, hoje, parceiros importantes de todos os clubes, óbvio que em um ambiente regulado, onde os clientes tenham responsabilidade. A gente sabe que o impacto de uma mudança abrupta seria muito severo e danoso aos clubes. No mundo, onde se fez mudança em relação a isso, foi realizada gradual para que os clubes pudessem se preparar — alertou o diretor.
Presente na reunião com a cúpula da CBF, o diretor de futebol Bruno Spindel reforçou que o modelo em etapas desenhado pela confederação impede traumas contratuais e resguarda o planejamento orçamentário dos clubes. Para o executivo, o encolhimento das vagas gringas só terá eficácia plena se vier acompanhado de outras reformas urgentes de mercado.
— Um processo organizado ao longo do tempo para que os clubes possam não ter um impacto financeiro até se organizarem. Tomando as medidas certas sobre atitudes que precisam vir em conjunto com essa mudança dos estrangeiros, a gente pode ter mais minutos para jovens brasileiros — pontuou o dirigente, frisando que a integração com a base precisa ser uma política esportiva de fato.
Entre as medidas paralelas cobradas por Spindel nos bastidores está a flexibilização nas transferências domésticas dentro da própria Série A. Hoje, o jogador que atua em 13 partidas fica impedido de defender outra equipe na mesma edição do torneio. A pauta volta à mesa de debates no próximo encontro entre os clubes e a CBF, com estudos técnicos para ampliar a margem de manobra dos gestores caso a cota de forasteiros seja de fato reduzida.
O apetite do Cruzeiro em abrir caminho aos jovens tem lastro nas finanças. Apenas nesta temporada, o clube mineiro colocou mais de R$ 100 milhões nos cofres com as transferências de Kaiki e Kauã Prates, crias formadas em casa. A safra conta ainda com o goleiro Otávio, convocado por Carlo Ancelotti para a Seleção Brasileira, mesclado a reforços promissores adquiridos no mercado, como o zagueiro Jonathan Jesus e o atacante Keny Arroyo.
Por outro lado, Spindel adotou um tom de cautela extrema ao avaliar a Medida Provisória que mira restrições drásticas às casas de apostas no Brasil. Com o patrocínio máster da camisa estampado por uma bet, a Raposa uniu forças a outros gigantes nacionais para frear qualquer canetada repentina que desestabilize o fluxo financeiro do setor.
— O Cruzeiro já se posicionou junto com outros clubes. São, hoje, parceiros importantes de todos os clubes, óbvio que em um ambiente regulado, onde os clientes tenham responsabilidade. A gente sabe que o impacto de uma mudança abrupta seria muito severo e danoso aos clubes. No mundo, onde se fez mudança em relação a isso, foi realizada gradual para que os clubes pudessem se preparar — alertou o diretor.
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