Em 1976, o Cruzeiro alcançou um marco histórico ao conquistar a Copa Libertadores pela primeira vez, encerrando a hegemonia de equipes argentinas na competição. A final, disputada em Santiago, foi marcada por uma batalha intensa contra o River Plate, com cada equipe vencendo sua partida em casa antes do confronto decisivo.
Essa conquista não apenas selou o nome do clube na história do futebol sul-americano, mas também consolidou a presença de vários jogadores que se tornaram ícones da instituição. Sete atletas daquele elenco figuram entre os dez que mais vestiram a camisa do Cruzeiro, destacando a importância da equipe de 1976 na formação da identidade do clube.
Dirceu Lopes, apesar de não ter jogado na campanha da Libertadores devido a uma grave lesão, permanece como um símbolo do clube. Com uma carreira de quase 15 anos, Dirceu participou de 610 partidas e conquistou a Taça Brasil em 1966, além de vários títulos estaduais, solidificando sua relevância na história do Cruzeiro.
A dupla de meio-campo formada por Zé Carlos e Piazza foi considerada a "alma" do time que conquistou a Libertadores. Ambos estão entre os cinco jogadores com mais partidas pelo clube e, assim como Dirceu, também têm em seu currículo a Taça Brasil de 1966 e várias conquistas mineiras. A presença de Zé Carlos e Piazza exemplifica a continuidade de uma era vitoriosa no Cruzeiro.
O goleiro Raul Plasmann, que também foi parte da equipe que venceu a Taça Brasil, ficou conhecido por sua longevidade no clube, disputando 557 jogos antes de ser superado por Fábio, em 2014. Em sexto lugar no ranking de jogos, o meia-atacante Eduardo Amorim destaca-se por sua trajetória de doze anos no clube, contribuindo significativamente para o sucesso do time.
Além deles, o lateral-esquerdo Vanderlei e os atacantes Joãozinho e Palhinha completam a lista dos principais jogadores do elenco de 1976. Palhinha, artilheiro da Libertadores com 13 gols, e Joãozinho, conhecido como "Bailarino da Toca", foram fundamentais na campanha que culminou na primeira taça continental do clube, marcando a história do futebol brasileiro.
Comemorando 50 anos dessa conquista, o Cruzeiro reafirma sua tradição e importância no cenário do futebol sul-americano, além de manter viva a memória de seus heróis que, através de suas atuações, deixaram um legado duradouro na instituição. A gestão do elenco e o desenvolvimento de novos talentos continuam a ser prioridades para que o clube mantenha sua relevância no futebol atual.
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