O dia 30 de julho de 2026 marca um importante marco na história do Cruzeiro, pois completa 50 anos da conquista da primeira Copa Libertadores da América pelo clube. Essa vitória não apenas solidificou a presença da equipe no cenário do futebol sul-americano, mas também encerrou um longo domínio de times argentinos e uruguaios na competição continental.
A final de 1976 foi disputada contra o River Plate, em uma série que exigiu o máximo do Cruzeiro. Após um empate em 2 a 2 no segundo jogo, a decisão foi levada para um terceiro confronto no Estádio Nacional de Santiago, onde a Raposa saiu vitoriosa por 3 a 2, com um gol decisivo de Joãozinho nos minutos finais, em uma cobrança de falta que se tornou icônica.
Durante a campanha, o Cruzeiro apresentou um desempenho quase perfeito, com 11 vitórias, um empate e apenas uma derrota em 13 partidas. A equipe, sob o comando de Zezé Moreira, mostrou um forte jogo coletivo, marcando 46 gols e sofrendo apenas 17, o que evidencia a eficácia tanto no ataque quanto na defesa.
O time celeste já tinha experiência na competição, tendo participado de edições anteriores. A base que conquistou a Taça Brasil em 1966 foi fundamental para a formação do elenco que brilhou em 1976. A chegada de jogadores como Jairzinho, embora ele não tenha jogado a final devido a uma expulsão, e a superação de perdas significativas, como a lesão do ídolo Dirceu Lopes e a trágica morte de Roberto Batata, foram fatores que marcaram a trajetória do Cruzeiro até a conquista.
Os artilheiros da equipe na Libertadores de 1976 foram Palhinha, Jairzinho e Joãozinho, que juntos contribuíram de forma decisiva para a campanha vitoriosa. Esses números refletem não apenas a habilidade individual, mas também a sinergia do grupo em momentos críticos do torneio.
Cinco décadas após esse feito histórico, a conquista de 1976 permanece viva na memória dos torcedores e é frequentemente relembrada como um exemplo de superação e qualidade técnica. O impacto dessa vitória continua a ressoar no clube e entre seus torcedores, reafirmando a importância da Libertadores na identidade do Cruzeiro.
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