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25/5/2026 20:06

Noite de punições! Conmebol aplica multa pesada em Cruzeiro e Boca após racismo.

A Conmebol multou Cruzeiro e Boca Juniors em 100 mil dólares cada após atos de racismo e desordem no Mineirão, com direito a torcedor argentino preso.

Noite de punições! Conmebol aplica multa pesada em Cruzeiro e Boca após racismo.
O expediente da terceira rodada da fase de grupos da Conmebol Libertadores terminou em ríspido clima de tribunal e pesada perda financeira. O tão aguardado confronto entre Cruzeiro e Boca Juniors, no Mineirão, acabou manchado por ruidosos episódios de preconceito e vandalismo. A Conmebol agiu rápido nos bastidores e aplicou uma ríspida sanção: uma multa de 100 mil dólares (cerca de R$ 500 mil) para cada uma das instituições. A noite tensa culminou ainda com um torcedor xeneize detido pela Polícia Militar após desferir gestos discriminatórios imitando macacos em direção à torcida mineira.

Nos bastidores da entidade sul-americana, o relatório dos delegados da partida pesou contra os dois lados. O Boca Juniors admite o racha gerado pela conduta de seus torcedores, que além da humilhação aos brasileiros, forçou a responsabilização direta do clube de Buenos Aires perante o Código Disciplinar. Como consequência imediata do acordo travado pelas regras éticas, os argentinos terão de arcar com mais 5 mil dólares de gancho por outras infrações menores e serão obrigados a estampar campanhas massivas de conscientização em suas redes sociais de forma compulsória na temporada de 2026.

O Cruzeiro, por sua vez, também não escapou do ríspido puxão de orelha financeiro. A diretoria celeste contesta parte do rigor, mas confirma que o clube acabou punido não apenas pelo comportamento hostil de sua torcida nas arquibancadas, mas também por falhas operacionais graves. A Conmebol enquadrou a Raposa por atrasar o retorno do time para a etapa final, arremesso de objetos no gramado e o uso proibido de sinalizadores e fumaça na festa da arquibancada.

A avalanche de punições coloca os limites da segurança em jogo e exige uma resposta enérgica das diretorias. A comissão técnica mineira blinda o elenco no gramado, enquanto a cúpula da SAF cobra uma postura implacável contra os infratores para evitar desfalques ainda piores nos playoffs. O torneio desafia a capacidade dos clubes de conterem o descontrole de seus torcedores, mostrando que a briga pelo título continental agora exige, obrigatoriamente, uma postura ética irretocável fora das quatro linhas.

300 visitas - Fonte: Cruzeiro Web




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