O surpreendente anúncio da saída de Enzo Maresca, logo no primeiro dia do ano, apenas fez crescer a estatística estranhamente comum no Chelsea: a de mudanças de técnico não importa o dono. Dos tempos do russo Roman Abramovich até chegar ao novo dono Todd Boehly, empresário nascido nos Estados Unidos e dono da BlueCo, o time de Londres acostumou-se a trocar de técnicos, em um fenômeno que o distancia dos principais times da Inglaterra e também o deixa mais próximo da realidade do Brasil.
Maresca é o sexto técnico a dirigir o Chelsea desde 2020. Se levados em conta os últimos dez anos, esta é a oitava troca que os Blues fazem no comando. O número no século, porém, é bem maior: 19 mudanças de treinadores desde janeiro de 2001. A estatística deixa o Chelsea bem longe de seus principais adversários, a começar pelo rival mais próximo, o Arsenal, que teve apenas três técnicos no século, e o Manchester United, com menos trocas mesmo após a passagem de Alex Ferguson.
O Liverpool teve somente sete técnicos no século XXI, enquanto o Manchester City anunciou Pep Guardiola em julho de 2016. No recorte brasileiro, o Palmeiras se destaca por não trocar de técnico desde a chegada de Abel Ferreira em novembro de 2020, evidenciando a diferença da realidade do futebol europeu para o brasileiro.



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