Atlético-MG 0 x 2 Cruzeiro | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Brasil 2025 Há uma câmera que acompanha, por trás, a corrida de Fabrício Bruno em direção à área do Atlético. Quando o zagueiro desfere aquele chute enfeitiçado, a curva da bola encontrando as redes é acompanhada, lá longe na arquibancada, por um torcedor atleticano, que leva as mãos à cabeça ao mesmo tempo em que suas feições assumem um aspecto de absoluto horror -- de fato, era uma imagem dantesca. Mais traumático do que presenciar um gol rival no teu estádio, é isso acontecer quando há torcida adversária -- a avalanche de som das gargantas antagonistas é um tijolo quente que atravessa os ares. Mas o atleticano acabou poupado disso, pois na Arena MRV não havia cruzeirenses. Do que ele definitivamente não se viu poupado foi de ver o Cruzeiro conquistar, de forma didática, a terceira vitória em cinco jogos disputados na nova casa do Atlético. E poucas coisas doem tanto quanto ver o rival mandar no teu próprio terreno. Os clássicos têm esta capacidade de igualar momentos, como se a rivalidade e o ambiente fossem suficientes para deturpar a balança cósmica e forjar um equilíbrio entre equipes que vivem momentos distintos. E talvez esta seja uma das principais explicações para que o Atlético, que vinha numa sequência de atuações muito pobres, tenha feito um bom primeiro tempo. Especialmente com Cuello, Dudu e Scarpa, a equipe de Cuca gerou grande volume ofensivo, que não conseguiu converter em gols devido à segurança de Cássio e à atuação impecável de Villalba e, principalmente, Fabrício Bruno -- em jornada irretocável, o melhor em campo. Essa é a história da primeira parte do jogo, que também traz enciclopédicos ensinamentos sobre como encarar um clássico, afinal a equipe de Leonardo Jardim fez o que o momento pedia: defendeu sua área como se fosse o último pedaço habitável do planeta, diante de um rival que tentava se impor. Mas em nenhum momento, mesmo no seu pior recorte no jogo, o Cruzeiro abdicou de maiores pretensões. No entanto, quando passou a ocupar o campo rival e manter a pelota sobre controle, é que começou a capítulo que explica o resultado: o Cruzeiro deu aula de como jogar um clássico. Na verdade, não apenas deu aula: apresentou um seminário. No lance em que produziu aquela obra-prima, Fabrício Bruno já havia se aproveitado dos enormes espaços cedidos pelo Atlético. Após Kaio Jorge emergir na grande área, naquele exato recorte de grama onde vivem os centroavantes, para marcar o segundo, teve início um verdadeiro recital estrelado em plena casa atleticana. Diante de um adversário desnorteado cujo poder de marcação havia virado farelo, o Cruzeiro sentiu-se absolutamente confortável para ocupar a vastidão de campo que o inconsistente time de Cuca oferecia. Percebendo o tamanho do drama, o Atlético se viu num dilema: o dever moral dizia para atacar, mas a prudência recomendava manter as duas orelhas em pé: o limite entre uma derrota indiscutível e um possível fiasco parecia tênue demais. A vantagem cruzeirense é enorme. Portanto, paradoxalmente, a cautela será redobrada na Toca da Raposa: todos sabem que um confronto desta envergadura permite os eventos mais improváveis. O que não se apaga nem se discute é que na noite de ontem o Cruzeiro colocou o tradicional rival sentado numa cadeira escolar, com as pernas balançando de nervosismo enquanto olhava para um quadro que a cada momento se tornava mais nebuloso, e disse: agora eu vou ensinar como se joga um clássico. Atlético-MG x Cruzeiro: Cuca e Paulo Pelaipe batem boca após clássico



ANTES DA DECISÃO! Advogado explica situação de Kaio Jorge
DECISÃO TOMADA! Cruzeiro define futuro de Rhuan Gabriel após interesse do Palmeiras
Artur Jorge explica ausência de Lucho Rodríguez na equipe do Cruzeiro
Desfalques importantes: Artur Jorge perde três titulares para enfrentar o Vasco
VALOR DEFINIDO! Cruzeiro resiste a investidas e fixa valor por Jonathan Jesus
BOMBA: Cruzeiro se aproxima de contratar joia da América do Sul
RESERVAS NÃO APROVEITAM! Cruzeiro perde para o Vasco e Artur Jorge cobra intensidade
POLÊMICA: Empresário de joia do Cruzeiro pressiona a diretoria por ida para rival direto
Humorista ameaça Kaio Jorge após polêmica na Copa do Brasil