Em busca de um novo técnico para a temporada 2024, o Cruzeiro tem um perfil considerado ideal para assumir o time. Isso porque os nomes especulados nos últimos dias, Thiago Carpini ( Juventude ), Fernando Gago (ex-Racing) e Gabriel Milito (ex-Argentinos Juniors) tem características semelhantes às de outros profissionais que dirigiram o clube recentemente.
Um dos primeiros atos de Ronaldo desde que assumiu a gestão do clube, em dezembro de 2021, foi trocar Vanderlei Luxemburgo por Paulo Pezzolano, técnico jovem e que organiza suas equipes com base em um jogo coletivo forte, tanto para atacar quanto para defender.
Todos os técnicos que assumiram o Cruzeiro a partir daí tentaram conduzir seus trabalhos com base nestas características, cada um com suas particularidades. Exemplo disso está na troca de Pezzolano pelo português Pepa: se o uruguaio priorizava a posse de bola e a intensidade na marcação-pressão, seu substituto organizou a equipe a partir de uma defesa baixa e compacta.
A escolha por Zé Ricardo passou por processo parecido, mesmo que o brasileiro seja mais adaptável que seus antecessores. A exceção ao longo deste período foi justamente Paulo Autuori, técnico mais experiente que assumiu de forma interina, mas também é reconhecido por priorizar o jogo coletivo em decorrência das individualidades.
Seguindo a mesma linha, Thiago Carpini terminou a temporada 2023 como "técnico revelação", graças aos seus trabalhos no Água Santa, durante o Paulistão, e no Juventude, pela Série B. Em ambos os trabalhos, o equilíbrio foi a marca registrada dos seus times.
Fernando Gago, outro nome relacionado à Raposa, tem características diferentes. Mais ofensivo, o argentino gosta de equipes que controlem a posse de bola e troquem passes curtos, de pé em pé, até chegar ao gol.
Outro estrangeiro, Gabriel Milito não é novidade na pauta celeste. O treinador foi cotado para assumir o Cruzeiro em agosto, logo após a demissão de Pepa. Mas não aceitou o convite já que não costuma pegar trabalhos em meio ou final de temporada. Com trabalho de destaque no Argentinos Juniors, Milito é da mesma escola de Gago e gosta de um time construtor.
Com trabalhos que tem o mesmo "DNA", o Cruzeiro tenta se reerguer e voltar a figurar a parte de cima do Brasileirão e construir uma nova identidade, mesmo com treinadores diferentes, mas com os mesmos estilos.
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