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12/12/2023 17:36

Em manifestação sobre investigação no Cruzeiro, MPMG pede perícia em computadores apreendidos

Em manifestação sobre investigação no Cruzeiro, MPMG pede perícia em computadores apreendidos

Em manifestação na ação penal que julga irregularidades no Cruzeiro durante a gestão de Wagner Pires de Sá, o Ministério Público de Minas Gerais pediu deferimento à Justiça para perícia nos computadores apreendidos na sede do clube, na operação de busca e apreensão ainda em 2019. A Justiça ainda não se manifestou.

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  • O MP informou que analisou o pedido e concluiu que se faz necessária a perícia. Entretanto, requisitou à Justiça que isso ocorra num prazo de 60 dias. De acordo com o Ministério Público, o prazo se dá por dois motivos:

    - Isto porque, de fato, pode ter havido propina em favor dos agentes públicos, como também pode ser uma manobra da defesa para tumultuar o processo e levar a uma prescrição da pretensão punitiva - disse o MP na manifestação.

    Agora, cabe o aguardo da manifestação da Justiça se defere ou não a solicitação, realizada a partir da defesa de Wagner Pires de Sá. O pedido (ocorrido em 17 de outubro) tem como base uma denúncia anônima , sem comprovação ainda, e com indicações de supostas irregularidades na investigação.

    Wagner Pires de Sá Cruzeiro — Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

    Wagner Pires de Sá Cruzeiro — Foto: Vinnicius Silva/Cruzeiro

    A investigação

    A situação é realizada dentro da ação penal que corre na 7ª Vara Criminal de Belo Horizonte e ainda não houve manifestação da Justiça. Na ação, Wagner Pires responde pelos crimes de “falsidade ideológica, apropriação indébita e formação de organização criminosa”.

    Neste momento, a denúncia utilizada pela defesa de Wagner Pires está nas mãos da 1ª Subcorregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais. As supostas irregularidades envolveriam agentes da corporação na investigação sobre supostos crimes cometidos na administração do Cruzeiro , na gestão de Wagner Pires.

    A investigação foi aberta a partir de uma carta anônima escrita por uma pessoa que se diz inspetora da Polícia Civil e que detalharia as irregularidades e eventuais corrupções na investigação. Uma delas seria a alteração dos HDs, descrita pela defesa de Wagner Pires de Sá no pedido. Mas ainda não houve comprovação nos autos dos fatos narrados.

    Polícia faz buscas na sede do Cruzeiro em investigação sobre lavagem de dinheiro - 2019

    O presidente do Cruzeiro , Sérgio Santos Rodrigues, foi citado nesta carta e foi intimado pela Polícia Civil, dentro da diligência da Subcorregedoria, para "elucidação dos fatos" em ordem de serviço de 11 de setembro deste ano. Em 04 de outubro, representante legal do dirigente teve aceite para ter vistas dos autos. Ele não é investigado.

    Em contato com o ge , Sérgio Rodrigues informou que o caso é antigo, de 2021, e que já se ofereceu à Polícia Civil para tratar do tema, assim como foi no Ministério Público, "por não ter problema com isso". O presidente do Cruzeiro tem acompanhado as investigações sobre irregularidades que ocorreram em gestões anteriores.

    A Polícia Civil de Minas Gerais foi procurada para comentar sobre a diligência interna do caso, mas não se manifestou. O Cruzeiro , que acompanha todo o processo, informou que não irá se pronunciar sobre este caso.

    A defesa de Wagner Pires de Sá, no momento do pedido, afirmou que também vai contratar um perito para acompanhar o caso, isso se a Justiça acatar o pedido.

    - As denúncias são claras, feitas por alguém que tem conhecimento de causa, de alguém que atuou com a devida riqueza de detalhes. A gente confia na Corregedoria, na Justiça. A gente quer fazer uma perícia, que é um direito nosso, vamos contratar um perito para verificar se, o que foi noticiado, ocorreu. A gente aguarda a Justiça, mas já solicitamos uma perícia nos HDs no perito que vamos indicar. E entendo que tem que ser feita uma perícia oficial nestes materiais apreendidos - disse o advogado Marcos Aurélio de Souza Santos ao ge .

    A ação

    Em novembro de 2020, a Justiça de Minas Gerais acatou denúncia do Ministério Público de Minas Gerais e instaurou processo criminal na 7ª Vara contra os ex-dirigentes do Cruzeiro (Wagner Pires de Sá, Itair Machado e Sérgio Nonato) e mais seis pessoas (um ex-assessor de futebol do clube, três empresários, um ex-presidente do Ipatinga Futebol Clube e o pai de um atleta das categorias de base do Cruzeiro ). Todos eles passaram a estar na condição de réu do processo.

    O processo trata de crimes de lavagem de dinheiro, apropriação indébita, falsidade ideológica e formação de organização criminosa. Segundo levantamento do Ministério Público de Minas Gerais (MPPMG), o prejuízo causado ao Cruzeiro é de cerca de R$ 6,5 milhões.

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