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21/2/2018 10:01

Sai Gasparzinho; entra La Bestia

Para o multicampeão Cruzeiro, o ano começa, de verdade, agora: saem as almas penadas e entram os gigantes

Sai Gasparzinho; entra La Bestia
Com título da Libertadores de 1976, sobre o River Plate, Cruzeiro começou a construir a fama de La Bestia; na foto, o capitão Piazza exibe a taça na chegada a Belo Horizonte, após grande decisão no Chile / 31/037/1976 / Arquivo EM. Brasilo.

O Campeonato Mineiro está parecendo procissão de Semana Santa de tão sem graça... Ouvi e concordei com o lamento em forma de metáfora de Daniel Gomes, um dos maiores jornalistas esportivos do país e meu conterrâneo de Mariana. Lançando mão da molecagem que a nossa amizade permite, tomei a liberdade de adaptá-la ao sentimento cruzeirense, que sei, não é o dele. Verdade seja dita, o Ruralzinho já está entediante como um caminhar lento, ritmado por ladainhas e velas.



Para nós, cruzeirenses, a Country Cup já deu o que tinha que dar. Serviu para matarmos a saudade do manto sagrado; nos proporcionou festivas estreias e ratificou nas arquibancadas lotadas do nosso estádio, o Mineirão, que não existe a tal “rivalidade regional” construída pela aldeia no imaginário da zona sul de Belo Horizonte desde a década de 1960, que sabemos, não se sustenta na história.

Uma especificidade da Country Cup 2018 me fez lembrar da tradicional Procissão das Almas em Mariana, uma das mais belas cerimônias religiosas/folclóricas de todo o país. Nela, as pessoas se vestem de branco e formam enormes filas representando almas penadas.

Ao contrário dela, o primeiro campeonato de futebol assistido por fantasmas não empolga mais. O ineditismo da turma do sapatênis, que criou o público-pagante-fantasma, já não nos faz mais rir. Vivemos uma fase de falta de emoção comparada a um filme repetido: não perca, hoje, na Sessão da Tarde, “Atlético de Lourdes e os Caça-fantasmas”. Hoje, no Vale a Pena Ver de Novo, o filme “Gasparzinho do Horto”.

Portanto, a partir de hoje, vamos esquecer os pequenos. Para um multicampeão como o Cruzeiro, o ano começa, de verdade, agora! Saem as almas, procissões e torcedores fantasmas e entra em cena um roteiro épico: com vocês, La Bestia, as hinchadas argentinas, as batalhas nas altitudes incas e o guerrear nos charcos uruguaios.

A Libertadores Raiz entra em cartaz. Mordida, onde só os gigantes têm vez. O Cruzeiro, tradicionalmente o mais temido das Américas, encarna o espírito dos libertadores, dos índios guerreiros e de um enredo forjado nas grandes lutas.

História do Cruzeiro na Copa Libertadores começou a ser escrita em 1967, quando foi às semifinais; a foto registra a vitória por 2 a 1 sobre o Nacional do Uruguai, no Mineirão, pela fase final do torneio / Arquivo EM


Estamos completando 51 anos (cinco décadas de história!!!) da primeira participação do Cruzeiro na Libertadores, como bem me lembrou o celeste Marco Astoni, outro monstro do jornalismo mineiro. Já foram dezesseis participações e filmografias repletas de suspense, dramas e lágrimas alegres de emoção.

Logo, companheiros, chegou a hora de buscar mais um final feliz e inesquecível entre os gigantes. Vamos, cruzeirenses, a Libertadores é o nosso filme e cabe a nós sermos as (cinco) estrelas!

846 visitas - Fonte: Superesporte




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