Na Copa do Brasil, Ariel Cabral lidera o ranking de roubadas de bola, com 27 desarmes até aqui
O histórico rótulo de time técnico, rápido e dominante tem dado lugar a outras características marcantes no Cruzeiro em 2017. Quando necessário, a equipe do técnico Mano Menezes tenta, sim, impor o próprio ritmo à partida. O fundamento em que o time mais se destaca, entretanto, se faz presente no momento defensivo: o desarme.
Não à toa, o Cruzeiro pode ser classificado como uma das equipes mais “mordedoras” do futebol nacional. Afinal, o líder da Série A é também o primeiro colocado no ranking de desarmes após três rodadas de competição*. Na Copa do Brasil, o desempenho nesse quesito também é superior ao de todos os rivais do torneio.
Nos jogos contra Santos e Chapecoense, Mano Menezes adotou um esquema tático com três volantes: Henrique, Ariel Cabral e Hudson. Entretanto, engana-se quem pensa que o número alto de desarmes se deve à adoção de um sistema teoricamente “mais defensivo”.
A quantidade de roubadas de bola até aumentou nas duas últimas partidas - 20 em média, contra 17,6 somados os números de todos os jogos do time nas duas competições nacionais.
Mas o bom desempenho na marcação acompanha a equipe desde o início do ano, seja com um, dois ou três volantes. Ou seja: a busca constante por recuperar a bola é uma característica intrínseca ao time de 2017, e não necessariamente a apenas um ou outro jogador.
Série A
No Brasileirão, foram impressionantes 62 desarmes - média de 20,6 por partida. A equipe celeste lidera o ranking no quesito, seguida de perto pelo Vasco (61). Se contabilizados os números dos 40 times das séries A e B, apenas o ABC (65) recuperou a posse de bola mais vezes que o Cruzeiro após três rodadas.
Diogo Barbosa e Hudson, com 12 desarmes cada, possuem os melhores números do time. Eles estão atrás apenas de Gilberto e Jean, do Vasco, e Marcão Silva, do Atlético-GO, que têm 13 roubadas de bola neste início de campeonato.
E o desempenho nos desarmes tem dado resultado: a equipe sofreu apenas um gol no Brasileirão até aqui. O rendimento tem animado o time, que lidera a Série A. Os rivais que dividem a primeira posição com o Cruzeiro, entretanto, recuperaram a bola bem menos vezes: 53 (Corinthians) e 39 (Chapecoense).
Copa do Brasil
O Cruzeiro é o “intruso” nas quartas de final da Copa do Brasil. Afinal, a equipe celeste é a única entre as oito “sobreviventes” que não disputou a Libertadores nesta temporada.
E o desempenho tem justificado os bons resultados na competição. Em oito jogos, o Cruzeiro eliminou times como São Paulo e Chapecoense. Na campanha até aqui, acumulou 132 desarmes - o maior número entre os times da Copa do Brasil. Em média, são 16,5 roubadas de bola por partida.
O argentino Ariel Cabral lidera essa estatística no torneio. Foram 27 desarmes, contra 26 do colorado Rodrigo Dourado. Hudson (15) divide a quarta colocação do “ranking” com Júnior Tavares, do São Paulo. Rafinha (13) e Diogo Barbosa (11) também aparecem no “top 10” do quesito na Copa do Brasil.
Total
Somando-se os números das duas competições, foram 184 desarmes do Cruzeiro em 11 partidas - média alta de 17,6. Recuperar a bola e impedir a posse do adversário, claro, não significa necessariamente vencer partidas e conquistar títulos. Entretanto, é um passo importante para reduzir o risco de sofrer gols - algo tão valorizado por Mano Menezes.
-Todos os números foram coletados pelo Footstats
* estagiário sob supervisão do editor Bruno Furtado
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Prefiro time jogando pra frente<br />
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time que não faz gol treina semana toda na hora do jogo nada
kkkk<br />ninguém ver isso...<br />time só toma sufoco<br />só quero ver até onde isso vai durar.
futebol que é bom, nada.