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23/12/2016 19:34

Audiência entre Riascos e Cruzeiro não tem acordo, e 'novela' continua

Caso entre o atacante colombiano e o clube mineiro continua na Justiça do Trabalho

Audiência entre Riascos e Cruzeiro não tem acordo, e novela continua
Riascos, atacante que defendeu o Cruzeiro até julho de 2016, continua sem clube (Foto: Washington Alves/Light Press)

A "novela" entre Riascos e Cruzeiro vai continuar. Apesar de as duas partes demonstrarem a vontade de chegar a um acordo, a audiência realizada em Brasília, no Tribunal Superior do Trabalho (TST), nesta sexta-feira, não terminou como as partes gostariam. Assim, o imbróglio envolvendo as duas partes continua na Justiça, e o atacante continua impossibilitado de acertar com qualquer outro clube. O caso voltará a ser analisado pelo presidente do Tribunal, o ministro Ives Gandra Martins Filho, na próxima segunda-feira.

Riascos havia proposto pagar 800 mil dólares (R$2,8 milhões) ao Cruzeiro para ser liberado e atuar por outro clube, ser emprestado ou até mesmo retornar ao trabalho, já que foi para a Colômbia e abandonou o emprego. A proposta consta nos autos do processo. O clube mineiro gostaria de receber mais, mas aceitava conversar sobre a situação na audiência. Entretanto, na negociação, não chegou-se a um acordo. Foram quatro sugestões de acordos, mas nenhuma deles foi consenso entre as partes.

Na próxima reunião, segunda-feira, haverá uma definição se o ministro aceitará as liminares de Riascos no TRT-MG ou não.

Em julho de 2016, Riascos foi afastado depois de declaração polêmica após partida contra o Fluminense. Em agosto, Riascos – que tem contrato com o clube até 2018, ajuizou uma ação para requerer rescisão com o Cruzeiro alegando que que "estava sendo impedido de prosseguir com o exercício de suas atividades profissionais". Porém, o juízo da 27ª Vara do Trabalho de BH denegou a tutela.

O jogador colombiano então impetrou um mandado de segurança contra este ato do juiz, e uma liminar do TRT-MG determinou que o clube desse ao jogador um atestado liberatório, com a condição de que o clube interessado em contratar Riascos fizesse um depósito, a titulo de caução, no valor de R$ 3,2 milhões. Diante disso, em setembro, o jogador interpôs um habeas corpus para pedir liberação para poder vincular-se a qualquer equipe sem a necessidade do depósito caução.

O Tribunal Regional acolheu parcialmente o pedido do colombiano e autorizou o atleta a jogar apenas no Brasil, sem a necessidade do pagamento. Em outubro, Riascos novamente recorreu ao TRT-MG para conseguir liberação de trabalhar em equipes estrangeiras. Segundo o colombiano, ele precisava garantir sua subsistência até a próxima audiência, marcada para maio de 2017.

Segundo seus representantes, ele não conseguiria atuar mais no Brasil devido ao fechamento da janela de transferências, mas teria uma oportunidade de atuar no futebol dos Emirados Árabes, onde a janela fechava em 25/12/2016. Junto deste pedido, Riascos apresentou um habeas corpus no TST.

10227 visitas - Fonte: Globo Esporte




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