O atacante Dudu, do Palmeiras, protagonizou um dos maiores vexames da história recente do nosso futebol. Dudu sai pequeno, minúsculo, da negociação com o Cruzeiro. Jogador símbolo de uma era vitoriosa no clube paulista, Dudu mancha sua carreira ao pedir para jogar no Cruzeiro e refugar. Nenhum jogador é obrigado a mudar de clube. Mas todo homem é obrigado a honrar sua palavra. O Cruzeiro não procurou o jogador. Foi procurado por ele, conforme garantiu à Itatiaia o CEO de futebol do clube, Alexandre Mattos . A fala de Leila Pereira reforça isso ainda mais. Em especial quando ela diz que a negociação foi fechada. Dudu procurou a diretoria do Palmeiras, o técnico Abel Ferreira e pediu para ser liberado. Talvez movido pela vaidade e soberba de se achar maior do que o clube paulista e imaginar que receberia um pedido para ficar. Não recebeu. Pelo contrário, ouviu do Palmeiras a famosa frase: “A porta da rua é a serventia da casa.” Leila Pereira, presidente do Palmeiras, sai ainda maior disso tudo. Que mulher! Mostrou a postura de gente que tem caráter, fibra e posição. De gente que honra as calças que veste, diferente do seu atleta. A postura de Leila é a que precisa ser repetida no nosso futebol e na nossa sociedade. Aprendi em casa que palavra vale mais que papel. E que gente que não honra palavra, tampouco honra papel. Dudu sai pequeno. Mancha sua história no Palmeiras e se apequena como homem. Quem tem coragem de fazer qualquer negócio com uma pessoa assim? A postura do jogador explica bem o motivo de o Palmeiras querer se ver livre dele, de forma tão enfática. Não estou falando de futebol, estou falando de princípios. De valores humanos e sociais. Certamente foi motivo de vergonha para aqueles que o amam. A começar pela torcida do Palmeiras.
Atacante Dudu, do Palmeiras, em treinamento na Academia Alviverde Cesar Greco/Palmeiras/by Canon Por mais que tente expressar um amor ao clube numa nota mal escrita e mal orientada, não enganou ninguém. Nem ele mesmo acredita no que está ali. Confiança é como cristal. Uma vez quebrada, não tem remendo. E Dudu teve sua imagem espatifada. Seja no Palmeiras, seja no futebol, seja na sociedade. Para o Cruzeiro, um livramento. Por mais que Dudu tenha ótimos momentos na sua carreira, seria uma aposta. Vem de contusão grave. Além disso, o juízo nunca foi seu forte. Certamente o clube terá outras opções melhores para um investimento tão alto. A simples disposição do Cruzeiro em investir neste patamar, já anima o torcedor. Mostra que o Cruzeiro de Pedro Lourenço será a altura do clube. Diferentemente do passado recente. Sei que para o torcedor é chato. Mas talvez seja o melhor. Parabéns para a Leila. O futebol precisa de mais gente como ela. Já Dudu, que tenha tempo para amadurecer e aprender o que é postura profissional. Tem coisa na vida que vale mais do que dinheiro no banco.



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