Foi suado, mas o Cruzeiro conquistou o objetivo que tinha para a fase de grupos da Conmebol Sul-Americana. Venceu a Universidad de Quito, por 1 a 0, e avançou como primeiro colocado do Grupo B. Um jogo complicado e um resultado que dá respiro à diretoria e à comissão técnica. + ? Clique aqui e siga o canal da torcida do Cruzeiro no WhatsApp! Notícias do Cruzeiro Contratações do Cruzeiro: veja quem chega e quem sai em 2024 Cruzeiro garante prêmio com vaga direta da Sul-Americana; veja acumulado Atuações: Anderson salva, e Rafa Silva se redime com gol decisivo; dê suas notas O Cruzeiro precisava vencer para avançar sem depender dos playoffs para ir às oitavas de final. A atmosfera foi a melhor possível, com Mineirão recebendo mais de 55 mil torcedores, e o resultado acabou construído de forma mais sofrida do que deveria. A Universidad, que precisava apenas do empate para ser líder da chave, deu prioridade à defesa, mas complicou também o Cruzeiro no primeiro tempo. Abriu mão do centroavante de área, colocou velocidade, teve contra-ataques e explorou o velho problema celeste nas transições ofensivas. Tornou Anderson o jogador mais importante do primeiro tempo no Mineirão. Offensivamente, o Cruzeiro também sofreu.
Diante de uma defesa bem postada, foi um time de pouquíssima inspiração. Matheus Pereira estava bem marcado, e o ataque, com pouquíssimas associações, dependia das dobradinhas laterais para criar chances claras. Barreal e Veron foram os responsáveis por elas, que acabaram não convertidas em gols – outro problema crônico do time. O segundo tempo foi melhor. Anderson trabalhou apenas uma vez, e o Cruzeiro, ainda longe do brilho, incomodou um pouco mais o goleiro Rafael Romo, que trabalhou em arremates de João Marcelo, Matheus Pereira e Vitinho. O garoto, aliás, melhorou o lado direito da equipe, assim como Robert fez pela esquerda, mesmo substituindo Barreal, um dos mais produtivos da primeira etapa. O gol não saiu de jogada produzida. Elas, aliás, foram raras no decorrer do jogo. Matheus Pereira decidiu os jogos recentes, mas nessa quinta o responsável foi Rafa Silva, único a balanças as redes do Mineirão, aproveitando falha de Romo em cabeçada fraca de Zé Ivaldo. Era o que o Cruzeiro precisava.
Em meio a um primeiro semestre atabalhoado (para dizer o mínimo), o Cruzeiro precisava conseguir a vaga, independentemente da qualidade que o levaria à vitória. Depois de levar uma virada na final do Mineiro e passar vexame na Copa do Brasil, ser segundo em um grupo tecnicamente fraco seria mais um duro golpe em um ano em que se almeja tranquilidade e prosseguimento de reconstrução.



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