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6/3/2019 11:11

Cruzeiro busca igualar histórico de duelos contra clubes da Argentina na Libertadores

Raposa já enfrentou hermanos em 36 oportunidades pelo torneio continental

Cruzeiro busca igualar histórico de duelos contra clubes da Argentina na Libertadores

A rivalidade entre Brasil e Argentina no futebol se aplica tanto às seleções nacionais quanto aos clubes. E o Cruzeiro terá desafios que ultrapassam a conquista dos três pontos sobre o Huracán, nesta quinta-feira, às 19h, no El Palacio, pela primeira rodada do Grupo B da Copa Libertadores. Além de jamais ter vencido o adversário e estar há três edições sem triunfar na estreia, o clube celeste leva ligeira desvantagem em duelos contra equipes argentinas na competição.



Os ‘hermanos’ passaram à frente no retrospecto graças à vitória do Boca Juniors, pelo jogo de ida das quartas de final de 2018, na Bombonera: 2 a 0. O Cruzeiro até teve a oportunidade de igualar, mas empatou a partida de volta, disputada no Mineirão: 1 a 1. Ao todo, são 36 confrontos, com 15 triunfos dos vizinhos, sete empates e 14 êxitos cruzeirenses.



Para se ter ideia do quão os argentinos costumam “engrossar o caldo”, o Cruzeiro podia perder para o Independiente por até dois gols de diferença na semifinal de 1975 que ainda assim iria à decisão. Em Avellaneda, na Argentina, o time da casa fez 3 a 0, ‘roubou’ dos mineiros a vaga na final e se sagrou campeão ao superar a Unión Española, do Chile.

Em 1977, foi a vez de o Boca Juniors ser algoz da Raposa ao ganhar a Libertadores com vitória nos pênaltis por 5 a 4, depois de empate por 0 a 0 no tempo normal. A terceira partida da final aconteceu em 14 de setembro, no estádio Centenário, em Montevidéu (URU). Em 2008 e 2018, os xeneizes impuseram sua força nas oitavas de final e quartas de final, respectivamente.

Em 2009, o Cruzeiro esteve muito perto de conquistar o tri da Libertadores. Na primeira partida da final, contra o Estudiantes, empate por 0 a 0 em La Plata, com o goleiro Fábio bastante inspirado ao fazer seis defesas milagrosas. No segundo jogo, o time deu um passo adiante na caminhada até o título ao marcar com o volante Henrique, em chute de fora da área, aos 6min do segundo tempo. Mas o Estudiantes, respaldado pela categoria do meio-campista Verón, virou o jogo rapidamente, com gols de Fernández, aos 11min, e Boselli, aos 27min.

Em 2014 e 2015, o Cruzeiro amargou eliminações nas quartas de final para San Lorenzo e River Plate. Esta última gerou um sentimento forte de decepção nos torcedores, pois o time havia vencido na ida por 1 a 0, no Monumental de Núñez. Na volta, o River passeou em Belo Horizonte e fez 3 a 0.

O próprio Huracán já esteve no caminho do Cruzeiro, na fase de grupos de 2015, e levou a melhor: empatou sem gols em Belo Horizonte e venceu em Buenos Aires por 3 a 1. O time celeste também encarou Rosario Central (1975), Vélez Sarsfield (1994) e Racing (2018).

Feitos históricos

Nem só de lembranças amargas vive o Cruzeiro contra argentinos na Libertadores. A página heroica e imortal mais importante foi escrita em 1976, na decisão contra o River Plate. Quase 42 anos depois, o gol de Joãozinho aos 43min do segundo tempo, em cobrança de falta, ainda é lembrado. Tudo porque o batedor oficial era Nelinho, que se irritou profundamente quando o ‘Bailarino’ correu para a bola, porém saiu vibrando ao vê-la passar por cima da barreira e cair na rede. A vitória azul por 3 a 2 no duelo de desempate aconteceu no Estádio Nacional de Santiago, no Chile, sede da final de 2019.

Outra façanha cruzeirense na Libertadores ocorreu na fase de grupos de 1994, contra o Boca Juniors. Na noite de 16 de março, o goleiro Dida virou um paredão e segurou o 0 a 0 no primeiro tempo. Na etapa final, a bela cobrança de falta do lateral-direito Paulo Roberto Costa, aos 14min, abriu o placar. Roberto Gaúcho ampliou a vantagem aos 27min. No fim, Acosta fez o gol de honra do Boca (2 a 1), que amargou na ocasião o quarto revés na Bombonera na história do torneio.

A goleada por 5 a 0 sobre o Estudiantes, pela fase de grupos da Libertadores de 2011, também foi muito comemorada. Os torcedores cruzeirenses xingaram Verón durante os 90 minutos e saíram da Arena do Jacaré, em Sete Lagoas, de alma lavada depois do show do time contra um adversário que proporcionou tristeza dois anos antes. Os tentos celestes foram marcados por Wallyson (2), Montillo (2) e Roger. À época, a equipe treinada por Cuca ganhou a alcunha de "Barcelona das Américas" por causa do futebol ofensivo e de muitos gols.

Retrospecto contra argentinos na Libertadores

Jogos: 36

Vitórias: 14

Empates: 7

Derrotas: 15

Gols marcados: 46

Gols sofridos: 46



Cruzeiro, Libertadores

975 visitas - Fonte: Superesportes


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